'Prontos para responder': líder da União Europeia e China falam em retaliar tarifaço de Trump; veja reações

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Ursula von der Leyen afirmou que o bloco prepara mais pacotes de medidas para proteger seus interesses. Países da Ásia e Europa se manifestaram. A China e a União Europeia prometeram criar taxas em retaliação às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (2). Segundo a chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, o bloco está "pronto para responder" às tarifas recíprocas. Ainda assim, também afirmou que a UE pretende negociar e que ações serão tomadas caso as tratativas falhem. A China também pediu para que a cobrança das taxas adicionais seja cancelada. Segundo o Ministério do Comércio do país, a medida desconsidera as negociações comerciais multilaterais ao longo dos anos. Veja a lista completa de taxas cobradas pelos EUA por país ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA imporão uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Desde o anúncio na tarde desta quarta (2), líderes mundiais têm exposto suas reações. Alguns países mostraram cautela e vontade de negociar. Veja a repercussão: China A China solicitou aos EUA que cancelem as tarifas imediatamente e afirmou que pretende tomar contramedidas para proteger seus próprios interesses. Segundo o Ministério do Comércio chinês, a medida dos EUA desconsidera o equilíbrio de interesses alcançado em negociações comerciais multilaterais ao longo dos anos e o fato de que o país tem se beneficiado grandemente do comércio internacional. União Europeia Mais cedo, a UE informou que a expectativa do anúncio já havia provocado reações antes mesmo do discurso do republicano na Casa Branca. Ursula von der Leyen disse na terça que a União Europeia tem um "plano forte" para retaliar as tarifas impostas por Washington. "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas." Os EUA anunciaram uma tarifa de 20% sobre produtos europeus. Reino Unido O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse que o país não vai repensar suas regras fiscais por causa dos Estados Unidos. O representante também afirmou que os EUA permanecem com o status de "amigos" mesmo após as taxas. Mais cedo, Reynolds disse que a reação inicial era ter calma. "Os EUA são nossos aliados mais próximos, então nossa resposta é manter a calma e o comprometimento em fazer um acordo, que esperamos que mitigue o impacto do que foi anunciado hoje", disse Reynolds. "Temos uma gama de ferramentas à nossa disposição e não hesitaremos em agir. Continuaremos a nos envolver com as empresas do Reino Unido, inclusive em sua avaliação do impacto de quaisquer medidas adicionais que tomarmos." Espanha O ministro da Economia espanhola afirmou que o país considera as tarifas "injustas" e "sem justificativa". Alemanha O ministro das Finanças da Alemanha afirmou que a União Europeia precisa reagir de forma contundente às tarifas dos Estados Unidos, mas que o bloco comercial permanece aberto a buscar um acordo. "Seria ingênuo pensar que, se apenas ficarmos parados e deixarmos isso acontecer, as coisas irão melhorar, então espero uma resposta forte da União Europeia", disse Joerg Kukies. Taiwan O gabinete de Taiwan classificou as tarifas recíprocas como "muito irracionais" e afirmou que irá tratar do assunto com o país. O órgão afirmou que a taxa de tarifa proposta não reflete a real situação do comércio entre Taiwan e os Estados Unidos. Coreia do Sul O Ministério da Indústria da Coreia do Sul informou que Seul buscará consultas com autoridades norte-americanas, tanto em nível sênior quanto operacional, sobre as tarifas. O órgão disse ainda que pretende analisar seu impacto específico nas indústrias e preparar medidas emergenciais de apoio o mais rápido possível. Noruega O primeiro-ministro do país afirmou que tem a pretensão de negociar com os EUA se tiver a oportunidade. França O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que se reunirá com os setores afetados pelas tarifas nesta quinta-feira (3). Suíça A associação empresarial Economiesuisse afirmou que as tarifas dos Estados Unidos sobre as importações suíças são prejudiciais e injustificadas. Austrália Anthony Albanese, premiê da Austrália, outro aliado próximo dos EUA, disse que a decisão de Trump não é "o ato de um amigo", mas disse que seu país não vai adotar tarifas recíprocas em resposta. "É o povo americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida para o fundo do poço que leva a preços mais altos e crescimento mais lento." Irlanda "A União Europeia e a Irlanda estão prontas para encontrar uma solução negociada com os EUA. Negociação e diálogo são sempre o melhor caminho a seguir", declarou o ministro do Comércio, Simon Harris. Espanha Destoando da maioria das respostas, de tom mais conciliatório, o premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse que o país "protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometido com um mundo aberto." Itália A primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, prometeu "fazer tudo o que pudermos para trabalhar em prol de um acordo com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar uma guerra comercial que inevitavelmente enfraqueceria o Ocidente em favor de outros atores globais." "De qualquer forma, como sempre, agiremos pelo interesse da Itália e de sua economia, também nos envolvendo com outros parceiros europeus", acrescentou. Suécia "Não queremos barreiras comerciais crescentes. Não queremos uma guerra comercial", disse o primeiro-ministro, Ulf Kristersson. "Queremos encontrar nossa rota de volta para um caminho de comércio e cooperação junto com os EUA, para que as pessoas em nossos países possam desfrutar de uma vida melhor." Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia Reuters/Mariana Greif Guga Chacra: Brasil não está entre os principais alvos do 'tarifaço' de Trump

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/04/03/estamos-prontos-para-responder-diz-lider-da-uniao-europeia-sobre-tarifaco-de-trump.ghtml


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